Arquivo para Junho, 2007

Orkuteiros, Miguxos e especialistas em Internet

hromeu-miguxoAs coisas que eu ouço no dia-a-dia parecem que são pra me tirar a paciência. Ontem estava eu na faculdade papeando com uns amigos sobre blogs corporativos, o quanto eles cresceram e blá blá blá… quando um outro indivíduo que estava do nosso lado resolve adentrar na conversa. De cara já mandou a seguinte prosa: “Pow esse negócio de blog é legal, ontem eu postei umas fotos no meu flog e várias mulézinhas deixaram mensagem”. A nossa reação foi instantâneamente começar a rir… Até cair no chão, diga-se de passagem.

O cara obviamente ficou puto da vida e começou a falar o quanto agente era nerd, xingar… Até aí sem problemas, mas logo em seguida ele mandou essa: “Vocês que são os bons né, mas aposto que nem sabe usar a Internet. Não deve nem ter MSN, Orkut, iutube (?!?!?!)”.

Assim, posso até ser um completo alienado socio-digital (em outras palavras, não tenho Orkut), mas isso foi demais… Pode falar o que quiser mas dizer pra um aluno de informática que ele não sabe usar a Internet (até mesmo sem saber o que ele quis dizer com “usar”) se compara a falar pra um indivíduo desses que ele não sabe usar o PowerScrap. É ofensa das grandes.

Pra sacanear, eu fui direto no ponto fraco deles: o Orkut. Perguntei se já tinha usado o leitor de feed do Orkut. Se ele sabia o que era RSS. Acho que esse é o tipo de pergunta pra você ver se o cara realmente entra na Internet pra fazer alguma coisa. É quase igual a você mandar aquele colega que você acha meio 24 dizer “chiclete”. Denuncia na hora.

O cara ficou puto… Achou que aquilo não existia… Mas agente falou tanto que eu acho que hoje ele vai passar a noite no computador deixando scraps pros amigos perguntando quem já usou o tal do RSS. Fazer o quê né!

As filas deles são melhores que as nossas

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E muito melhores… Enquanto aqui agente cansa de ver filas de 2 dias de idosos que esperam o modesto pagamento do INSS, lá eles aguardam ansiosamente pela última maravilha tecnológica e ainda pagam por um bom lugar.

Veja o exemplo da fila para compra do IPhone. Estimam que tenha entre 250 e 300 pessoas aguardando para comprar um aparelho. Aliás um não. Tem gente que tem a intenção de sair de lá com dois, três, tanto que um desses bisbilhoteiros indivíduos já descobriu que dentro da loja tem pelo menos 1500 aparelhos. Mesmo com essa quantidade relativamente significativa, ainda tem gente que compra lugares lá na frente, só pelo prazer de estar na frente. E os vendedores não cobram barato não, cerca de $250. Achou caro? Alguns cobram até $500. Considerando que o modelo mais caro do IPhone custa $600, deve ter gente que vai comprar o aparelho às custas dos outros. Eu levaria a família inteira para guardar lugar.

Enquanto isso, agente fica aqui se acotovelando na fila da carne que fica em promoção toda quarta-feira no mercado.

Caso queira acompanhar os principais lances direto da fila para compra do IPhone, entre no site do SCIFI, de onde inclusive me baseie para escrever esse post (inclusive copiando a foto).

Microsoft Remix… Esteja lá ou esqueça

Estou indignado. Entrei no hotsite do Microsoft Remix buscando alguma informação sobre as paletras, algum texto, algum vídeo mas não achei nádegas. Somente em algumas palestras existe uma descrição bem fulera do que vai ser discutido, mas tá muito meia boca mesmo.

Considero isso uma falta de respeito e até de visão dos caras da Microsoft. Parece que eles não estão nem aí para pro pessoal que não se inscreveu no evento (ou não conseguiu). Posso até estar falando cedo demais, mas liberar pelo menos os PowerPoints das palestras seria o mínimo que eles poderiam fazer e não seria nem muito complicado. O mais próximo que eles chegaram de conteúdo é o site visitmix.com do evento em Las Vegas, mas e os outros… E quem não fala inglês ou simplesmente não tem paciência pra ficar escutando palestra nessa língua (eu) fica no escuro?. Estou falando tudo isso porque o Google deu um show ao ir liberando aos poucos as palestras do seu Developer Day, tanto nos EUA, quanto em São Paulo, além de diversas outros eventos que os caras disponibilizavam logo o conteúdo das palestras… Acho que eu fiquei mau acostumado.

Eu sempre fui um dos poucos caras da minha turma na faculdade que defendia a Microsoft em meio aquele monte de gente falando de Linux, Ubuntu, Kubuntu e outros mais, mostrando sempre a integração entre os programas, a facilidade de uso e outros pontos positivos dos softwares do tio Bill. Porém, confesso que hoje quando tentei ver alguma coisa das paletras fiquei com muita raiva e até pensei em mandar um email dizendo a minha decepção e o quanto a Microsoft deixou de ser importante na minha vida, ameaçando até a migrar todo meu sistema para o software livre.

Apesar de estar com esse rancor, repito mais uma vez que posso até estar reclamando cedo demais, e amanhã ou depois as palestras já estarem lá, mas como minha putidão está no auge, tinha que escrever logo ou depois não ia poder reclamar. Enquanto isso, eu vou acompanhando as matérias pelos blogs afora, especialmente pelo MeioBit, que além de falar do evento ainda mostra os quitutes e prometeram as Microsoftquetes (fico feio isso).

Jovem morre ao ser atacado por dragão

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Não… Não foi aquela garotinha atacada pelo dragão de comodo. Esse poderia ser um tipo de manchete comum em jornais de todo o mundo se o que foi exibido na Mostra da Indústria de Realidade Virtual, realizada em Tóquio, fosse usada para fins, digamos, mais interativos. Cientistas japoneses da NTT COMWARE (sempre eles) criaram o que chamaram de “Mão Tangível”, um modelo 3D que permite “sentir” objetos renderizados na tela.

O sistema usa um par de câmeras que captura a imagem e a converte em um modelo 3D em tempo real. Para sentir o objeto, o usuário deve usar um par de luvas especiais que recebem do software (que já tem as informações de como é tocar num vaso, por exemplo) a sensação do toque.

Os desenvolvedores escreveram em seu site que a pretensão é usar em museus e escolas virtuais, mas existem muitas mentes mais “criativas” que poderiam usar a tecnologia para o mal. Por exemplo, para os jogos.

Eu não sei vocês mas eu adoraria jogar um Resident Evil da vida e ter que fazer força pra empurrar o zumbi enquanto ele te dá um agarrão ou sentir no braço o prazer de dar uma porrada no Mr. Bison (ok, é meio antigo mas ainda é meu jogo de luta preferido)… Talvez não chegasse ao ponto da imagem lá de cima mas como tem fanático pra tudo, não duvido nada se não ia ter gente desenvolvendo uma roupa completa pra sentir desde um simples aperto de mão até uma cravada (ui) de uma espada. Aí, aquele guerreiro lvl 64 com magic long sword + 5 poderia sentir realmente o que é enfrentar um Dragão Ancião e acabar descobrindo que ele perde muito mais do que experiência quando seu HP acaba.

PS: Esse foi o final mais nerd que eu já vi na minha vida

Velozes e mau dotados

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Quando a população precisa ser alertada de alguma coisa que está errada no país, os Governos lançam campanhas publicitárias para conscientizar o povo. Dependendo do quão grave é o problema, a campanha pode ter um certo ar de apelação para causar impacto na população.

Pois bem… O pessoal do Governo da Austrália, vendo os altos índices de acidentes de automóveis no país, decidiu fazer uma campanha para conscientizar a população. Porém, ao invés de mostrar cenas de acidentes violentos, famílias em pranto com a morte de um ente querido ou coisa parecida, o pessoal da publicidade de lá resolveu pegar mais embaixo (com trocadilho). Assista ao comercial da campanha e tire suas próprias conclusões.